segunda-feira, 18 de abril de 2022

Série 141

 

Por Diego Silva

O TUE série 141 (ou Pioneer III) foi um trem de médio percurso. Adquirido em 1969, pela EFSJ (Estrada de Ferro Santos à Jundiaí), junto à indústria americana The Budd Company, entrou em serviço no ano seguinte à aquisição, tendo circulado entre São Paulo e Santos, além de São Paulo e Campinas. Encerraram as atividades em 1998, sob a administração da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Suas estruturas ainda se encontram espalhadas em pátios ferroviários de São Paulo. Não existe nenhuma unidade preservada.

HISTORICO
A EFSJ, logo após concluir seu plano de eletrificação e adquirir a frota de trens da série 101 (que veio para substituir os antigos trens de madeira nos serviços de subúrbio), observou a necessidade de trocar também os seus trens de médio, que já circulavam por mais de trinta anos. Diante do sucesso dos novos trens de inox adquiridos pouco tempo antes, coube à Budd fabricar a nova série 141, que ficou conhecida como 'Litorina' ou 'Classe Única': automotrizes elétricas do tipo 'Pioneer III', com acessos nas extremidades, assentos estofados e banheiros. Em sua chegada, uma propaganda de época vangloriava a EFSJ por ser a única empresa ferroviária do Brasil a possuir uma frota totalmente em aço inox para atendimento de seus passageiros, fosse no subúrbio, fosse em viagens de médio percurso.

OPERAÇÃO
As 'Litorinas' da série 141 atenderam viagens diferenciadas do serviço de subúrbio: tinham horários pré-definidos, partindo da estação Luz com destino à Campinas ou Santos. Na época de sua aquisição, além de ainda haverem trens antigos realizando esse serviço, não era incomum encontrar os novos trens da série 101 cumprindo o mesmo papel. Durante algum período, chegou a fazer parte do 'Trem de Aparecida', uma composição de carros reboque desta série, tracionada por locomotivas à diesel, que partiam da estação Luz até a cidade de Aparecida, muito famosa pela comunidade católica. Entre 1996 e 1999, circulou na extensão operacional da então Linha D da CPTM (conectando as estações Rio Grande da Serra e Paranapiacaba), onde encerrou sua carreira pelos trilhos. Atualmente, encontram-se sucateadas em dois pátios ferroviários: na Mooca e na Lapa, ambos em São Paulo, sendo de 'patrimônio' e administração do DNIT. Não existe nenhuma unidade do tipo preservada.

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Blogueiro especializado em transportes metropolitanos. Maquinista ferrroviário da CPTM, em São Paulo. Fotógrafo e pesquisador da história ferroviária paulistana.